Não desperdices tempo

Pintura a aguarela | Wellington 26 de Abril 2020

Pela primeira vez em muito tempo, tens tempo. Não é que o quisesses. Lá nos teus desabafos de quem atira para o ar algum desejo, só querias ter um tempinho (coisa pouca), como quem pode colocar pausa no relógio universal para conseguir respirar, sem dares oportunidade ao ponteiro avançar para mais um e-mail cair na tua caixa de entrada.

Como uma viagem nos transforma

Estou a viver a minha liberdade. Sem julgamentos, principalmente meus. Sem preconceitos, principalmente meus. É incrível como uma viagem te transforma e te dá as ferramentas para descobrires um pouco mais sobre ti (se assim estiveres predisposto). Na tua essência e verdade. Só tens de ter coragem para te lançares na tua re-descoberta, colocando em causa todas as verdades irrefutáveis que um dia quiseste que fossem tuas.


E não tens medo?

Desde que comecei a falar com amigos sobre a minha ideia de partir um ano sozinha para a Nova Zelândia (lê os artigos parte I e parte II), esta tem sido (talvez) a questão mais feita. A par, claro, do “e quando voltares, como será a tua vida?”. É justificável e compreensível. Eu própria me coloquei todas essas perguntas, levando a que fosse adiando a decisão daquilo que o meu coração já sabia o queria fazer. Mas vamos por partes, porque há demasiadas variáveis em jogo.